Devo contar que o Papai Noel não existe?

Quem aí lembra com saudade da época em que esperava o bom velhinho chegar com os presentes, todos fabricados pelos Duendes ajudantes e a mamãe Noel lá no Polo Norte? Quem aí, quando “passava de ano” ficava feliz porque o presente só chegava para quem passasse de ano na escola e fosse “bonzinho” com a família e amigos?
Quem aí lembra com saudade da casa cheia de amigos e familiares, mesa farta, arroz com uva passas e sempre um tio falando que “não faz sentido colocar frutas na comida!”
Quem aí lembra que passava a semana toda assistindo filmes natalinos na TV.
Quem aí lembra de algum dos “Especiais de Natal” que ficava passando na TV e era tanta gente falando ao mesmo tempo que ninguém conseguia ouvir direito?

Se você lembra de algumas dessas situações citadas acima, significa que o Natal marcou a sua vida, portanto faz parte da sua história. Repare que a mágica, propriamente dita, está na expectativa pelo Papai Noel. Eu não sei o quanto isso, ainda hoje, é importante para você, mas sei que só você pode escolher o quanto isso será significativo na história do seu filho.

CONTO OU NÃO CONTO?


Com certeza é uma pergunta que não tem uma única resposta. Isso porque cada família decide o que quer alimentar no seu filho.
Existem famílias que defendem que a criança acredite em Papai Noel para aguçar a imaginação, criatividade, fantasia, e a mágica que essa data proporciona. Existem famílias que vivem essa data como uma tradição familiar, seja por suas crenças e/ou religião, de qualquer forma, são valores familiares que geram boas e importantes lembranças, despertam sentimentos de solidariedade e altruísmo. Em contrapartida há famílias que defendem que a criança precisa ouvir sempre a verdade e saber como realmente o mundo real funciona, inclusive para evitar decepções e “chacotas” dos amiguinhos que não acreditam nas fantasias do Natal.
Alguns estudiosos dizem que os pais que mantém a fantasia do Papai Noel, é o mesmo que manter uma mentira, e aí entra questões de valores sociais, que deve ser analisado com atenção. Para Maria Montessori, “o poder criativo da mente é construído através de um trabalho baseado na realidade”, sendo assim, não há necessidade de “fantasiar” a existência do “bom velhinho” só para condicionar que a criança faça aquilo que os adultos querem, pela recompensa única de ganhar um presente na véspera de Natal.
Um bom caminho, é o equilíbrio. Esse post tem como objetivo deixar claro que ambas as maneiras de pensar fazem sentido e são válidas, mais uma vez, ressalto que é a família quem decide o que é melhor para os seus filhos, não cabe a ninguém julgar, no entanto, para os pais que estão bem atentos aos seus filhos, poderão identificar através de uma boa conversa o que a própria criança quer.

Vai chegar um momento em que a própria criança vai perguntar sem rodeios para os pais: “Papai Noel existe?” No dia em que a criança fizer esse pergunta, significa que ela já sabe que não existe, então é só responder: “Para VOCÊ, Papai Noel existe? Você quer que ele exista?” Se a criança responder que sim, é sim; se disser “não” é não e pronto. O que o adulto pode decidir é se contribui com todos aquelas “mentirinhas” como por exemplo, de que o “Papai Noel vai comer os biscoitinhos”, ou que ele vai ler a cartinha. Isso sim, fica a critério dos pais. Seja qual for o caminho que você decidir escolher, fique tranquilo, não há certo ou errado. Fique em paz e aproveite cada minuto junto a quem você ama.
HO-HO-HO- FELIIIIIIZ NATAAAAL!